terça-feira, 21 de abril de 2009

Sacha


"Eu vi a sua estréia, mas não estava perto, quando as cortinas se fecharam.
Quando abriram-se e brilharam os seus olhos, eu estava lá, mas longe de ti, quando eles escureceram. Limpei muito cocô e encobri muita cagada.
E para inveja de muitas ou todas, quem mais me deu beijinhos na boca, foi você.
Pois então, amar um animal, considerado e classificado como ser desprovido de qualquer capacidade pensante, comparando a mim ou a qualuqer semelhante, melhor assim, se pensasse, não amaria indiscriminadamente.
Em minha loucura, atrevo-me a blasfemar: "que todos os cães mereçam o céu, tendo ou não alma".
Arrancou sorrisos do Carrancudo e gerou sentimentos na Desalmada, andou de skate, moto, surfou, fumou, bebeu, bateu, apanhou, latiu, ganiu, rosnou, destruiu, encantou.
Sayonara, minha preta banguela, SACHA TEIXEIRA CORREA."

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Eu não evangelizo





Se evangelizar é encontrar uma pessoa na rua e com toda cara de pau dizer "Jesus te ama" e dar as costas, eu não evangelizo.


Se evangelizar é tocar hino nas praças e ir para casa se achando o máximo, eu não evangelizo.


Se evangelizar é ir numa marcha para fazer propaganda de igreja e cantores, eu não evangelizo.


Se evangelizar servir para arrastar pessoas para igreja quando tem festinhas com comida e montar esquemas para ela se sentir bem-vinda somente naquele momento, eu não evangelizo.


Se evangelizar é entregar folhetos que serão jogados no chão e criará mais sujeira nas ruas, eu não evangelizo.


Se evangelizar é pregar com base para embutir culpa nas pessoas bombardeando-as com idéias de pecado e conseqüentemente o inferno para os maus e céu para os bons, eu não evangelizo.


Se evangelizar é convencer as pessoas a se protegerem do mundo dentro de uma igreja que acaba se tornando um bunker contra toda guerra espiritual e ofensivas do diabo, eu não evangelizo.


Se evangelizar é sistematizar o Evangelho, eu não evangelizo.


Agora se evangelizar é caminhar junto, estar presente na vida das pessoas, ser ombro amigo, chorar e rir em vários momentos, então eu creio que eu evangelizo.


Afinal entendo que o maior evangelismo de Cristo, foi estar ao lado, foi comer junto e presenciar toda a aflição e alegria do teu próximo.


Creio que evangelizar é sinônimo de relacionamento. O verdadeiro evangelho não é feito de seguidores e sim de amigos.Portanto, se evangelizar é partilhar o pão nosso de cada dia, eu evangelizo.


Marco Finito, no blog Lion of Zion.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

"Um paradóxo...." Mamonas.

Uma mensagem que meu pai mandou no email, do tipo quase-corrente, mas gostei do conteúdo. Interessante de pensar.

Boa Páscoa / Chag Sameach Pessach




"Nós falamos demais,
amamos raramente,
odiamos freqüentemente.
Nós bebemos demais,
gastamos sem critérios.
Dirigimos rápido demais,
ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados,
lemos muito pouco, assistimos TV demais,
perdemos tempo demais em relações virtuais,
e raramente estamos com Deus.
Multiplicamos nossos bens,
mas reduzimos nossos valores.
Aprendemos a sobreviver,
mas não a viver;
adicionamos anos à nossa vida
e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua,
mas temos dificuldade em cruzar a
rua e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço,
mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores,
mas pouquíssimas melhores.Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito;
escrevemos mais,
mas aprendemos menos;
planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar
e não, a esperar. Construímos mais computadores
para armazenar mais informação,
produzir mais cópias do que nunca,
mas nos comunicamos cada vez menos.
Estamos na era do 'fast-food'
e da digestão lenta;
do homem grande, de caráter pequeno;
lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos,
vários divórcios,
casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas,
fraldas e moral descartáveis,
das rapidinhas, dos cérebros ocos
e das pílulas 'mágicas'.Um momento de muita coisa na vitrine e
muito pouco na dispensa.
Lembre-se de passar tempo com as
pessoas que ama, pois elas
não estarão aqui para sempre.
Lembre-se dar um abraço carinhoso
em seus pais, num amigo,
pois não lhe custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua
companheira(o) e às pessoas que ama,
mas, em primeiro lugar, se ame.
Um beijo e um abraço curam a dor,
quando vêm de lá de dentro.
Por isso, valorize sua familia,
seus amores, seus amigos,
a pessoa que lhe ama,
e, aquelas que estão
sempre ao seu lado."

sábado, 28 de fevereiro de 2009

SPACE GHOST, o Irmão.


Prezados amigos, tenho que exagerar um pouco no início desse escrito, dizendo: “Tem coisas que só acontecem comigo”.

Sexta-feira 13, eu tive o prazer de conhecer mais um tipo de crente, e não por acaso, ele pode ser denominado: CRENTE SPACE GHOST.

Imagine comigo, a concepção deste ser do cenário religioso pop gospel.
Estava eu, distraído de alguma forma, quando algumas pessoas me abordaram a respeito de eu esquecer uma bendita garrafa de café. Poxa, era cedo, quase “madrugada”, nem começado a trabalhar tinha.
Acabou que fui zoado, e para me desculpar disse que estava pensando nos “PROBLEMAS DO MUNDO”, a saber: FOME, GUERRAS, MORTANDADES e etc.
Foi quando ele, o herói das infâncias se manifestou, SPACE GHOST falou: “ Nossa, o mundo, como ele está, faz tanto tempo que não faço parte dele que estou desatualizado, como ele está ?...”
Só pude responder: “O mundo está muito mal, precisa de ajuda”. Pelo que SPACE GHOST disse: “Profetiza irmão!!!”.
Jesus Cristo imediatamente me veio à mente. E as passagens abaixo juntamente:
MATEUS 14: 13 E 14
E Jesus, ouvindo isto, retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, apartado; e, sabendo-o o povo, seguiu-o a pé desde as cidades.
E, Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos.
MATEUS 15:32
E Jesus, chamando os seus discípulos, disse: Tenho compaixão da multidão, porque já está comigo há três dias, e não tem o que comer; e não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça no caminho.

Anexado ao pensamento e reflexão, a piada, do crente SPACE GHOST e porque o nome?
SPACE GHOST é um super-herói, mega-poderoso, que adentra em um jato supersônico INVISÍVEL e viaja por todo o cosmos, distanciando-se anos-luz de nosso planeta.

Muitas vezes, nós como cristãos, ou chamados, servos de Deus, em nossa epopéia espiritual, entendemos que a distância do “mundo”, nos aproxima do Criador. Ao levar esse entendimento no sentido da matéria, abandonamos tudo e todos, pelo simples fato de ser parte do chamado mundo, não discernindo assim a diferença entre o sistema que o governa e ambiente em si.
Muito bem escreveu o velho profeta, de que o povo de Deus perece/sofre/padece porque lhe falta o conhecimento, atrevo-me a dizer que não somente das Sagradas Escrituras, mas de si mesmos e das formas de saber que (n) os ronda.
Descreveria assim aquele narrador de estórias em quadrinhos, cujo escrito aparece no início das fotografias de um capítulo qualquer, em uma narrativa dramática:
“Em razão do êxodo promovido pelas agencias espaciais que gerenciam a vida dos Space Ghost´s, as lacunas deixadas em todo o mundo, necessitam de alguém que as preencha. Os heróis saíram do mundo, sim, àqueles que deveriam ser capazes de guiar todo o mundo, a uma era de justiça e equidade, não podem, pois o cosmos é muitíssimo vasto e necessita ser explorado. Que fará o povo, agora que os lobos inimigos aproximam-se da grande metrópole? Serão destruídos ? Serão transformados em alimento? Esperem...os lobos estão se apresentando como solução para o abandono dos heróis, dizem que foram mal interpretados, vejam, eles trazem o que comer, o que vestir, o que assistir (plim, plim). É chegado um NOVO TEMPO, o povo gosta. ”

Ó Carpinteiro daquela cidadezinha quase insignificante de um país conturbado, como fazer para desmanchar o nó cego que transformamos as simples palavras que nos deixaste?

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Frase...

"Não permita que ninguém o faça descer tão baixo a ponto de você sentir ódio." M.L.K. Jr.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

PRONUNCIAMENTO DE ALGUÉM...

Pronunciamento de Alguém ainda sem relevância.

Saúdo a todos os leitores, com um humilde: “olá, tudo bem?”.


Meu nome estará no final, por isso não atente a ele. Gostaria de compartilhar ou mesmo trocar idéias, a respeito de um recente acontecimento, o qual é chamado pelos tele-jornais de: “A tragédia no templo da Renascer”, no qual nove pessoas morreram, e um grande número de feridos, foi hospitalizado.

O fato em questão, já se transformou em assuntos nos grandes centros de filosofia popular, ou seja, “rodinhas de amigos” (a minha inclusive), mesas de bar, senhores (as) aposentados na banca de jornal, senhoras de respeito que adoram conversar entre si (sejam elas religiosas ou não) e outros exemplos que todos conhecemos.

Muitas interpretações são expostas, conclusões, convicções, porém uma que me chamou a atenção, pelo grande empenho em se encontrar um porque, se é que ele existe, foi de que “foi um aviso de deus”; “deus está cansado das coisas que estão aprontando lá” (se é que estão não cabe a eu averiguar, mas a autoridade COMPETENTE).

Você deve ter reparado, que escrevi o nome D´us, com letra minúscula, apesar de ter muito respeito por Ele, e saber que só o Senhor é D´us. Nada é por acaso, e o termo também não.

Em nosso tempo, tenho quase me espantado, de como é fácil atribuir a D´us, as culpas que são devidas aos homens. Mesmo em tempos de alta tecnologia, desenvolvimento da ciência, comunicação mundial, descobertas e evoluções, uma prática milenar ainda se mantém em voga.

Tenho a prática de respeitar as diferenças, e de tentar admirá-las, porque elas fazem a revelação da personalidade e da quão única, determinada pessoa é, porém em cima disso, quero me manifestar. Cumpre destacar, que todos estão sujeitos pensarem assim, crentes ou descrentes, de todos os níveis acadêmicos e classe social.

Quando dizemos, que D´us de alguma maneira castigou determinado grupo, ou entidade/ religião, atribuímos a Ele, um adjetivo, que não lhe pertence, o de ser MAU, INTOLERANTE, CRUEL, ALGUÉM A SER TEMIDO (no sentido de medo) e etc. Nisso, nos igualamos a todos povos da Antiguidade, tais como: Maias, Astecas, Romanos, Nórdicos, bem como aos índios brasileiros, que faziam parte da cartilha das escolas estaduais (pelo menos no Estado de São Paulo), cujos deuses se zangavam com determinadas posturas dos povos, deuses de infinitas especialidades: colheita, maré, fertilidade, guerra, prazer e etc. Esses seres eram tidos como inconstantes no humor e não se cansavam de ameaçar os homens, com horríveis penalidades a serem enviadas dos céus...bla bla bla, etc e tal.

Procuro escrever a todo tipo de pessoas, porém sei que o meu maior número de amigos, segue a fé cristã, se denominando discípulos de Jesus Cristo, o Filho de D´us. E, com base neste Jesus de Nazaré, é que defenderei a posição de que: “D´us não foi o responsável pela tragédia citada o início”. Em tópicos numéricos, será dividida a idéia:

1- No Novo Testamento, da Bíblia Sagrada, temos o advento da pessoa mais combatida; questionada; difamada; detestada; bem como: adorada; admirada; amada; estudada e etc. Falamos de Jesus de Nazaré, e Ele veio trazer ao mundo a ponte que ligaria todo o homem, novamente ao seu Criador;

2- Atentemos a premissa de que “D´us é AMOR”, quando puder e quiser, abra sua Bíblia (católica ou protestante, ou qualquer outra) no livro de João 14, e desfrute da leitura. Jesus veio redimir o homem, isso é fato, mas também te digo que Ele veio trazer redenção a maneira como pensavam a respeito do Criador, o Pai. Sim, atribuindo a Ele, assim como todos os povos pagãos, o defeito de ser vingativo/maldoso e sempre pronto a castigar;

3- Qual a postura de Jesus ? Ele foi paciente, benigno, extremamente amável, educado, liberal, sábio e qualidades que eu levaria a vida para escrever. Porém, tudo o que Ele fez, disse que aprendera com o Pai, porque via o Pai fazendo. E até, quando Ele “podia” condenar, encontrou na misericórdia e sabedoria o meio de não fazê-lo.

Conclusão:
Para não delongar nessa parte, pode-se concluir, que D´us não pode ser responsabilizado, nem parcialmente, pela tragédia ocorrida, tal colocação, é claramente uma demonstração de ignorância, intolerância ou mesmo preconceito para com os membros da Igreja em questão. Afirmando essa tal “justiça divina”, excluímos e taxamos às pessoas que congregam ali, como sendo as merecedoras ou mais pecadoras do que as outras, o que não é verdade.

Conclusão do porque não se tratar de “justiça divina”:

- Alguém parou para pensar na situação do barracão utilizado como Igreja? Se ele estava em boas condições, ou mesmo as manutenções periódicas eram feitas? Nos efeitos da falta de um preparo técnico musical, isolamento e outros? O que D´us tem haver com isso tudo ?

- Pelo que sei, para que um lugar aonde se reúne pessoas, seja qual for à finalidade, possa realmente ser utilizado, ele carece de uma liberação do órgão fiscalizador da Prefeitura do município, bem como um “sem” número de documentos burocráticos. Isso deve ser averiguado pelos órgãos competentes, devidamente pagos pelos munícipes, sem a liberação, o templo não deveria funcionar;

- Quem consegue enxergar um D´us cheio de misericórdia num momento trágico assim? O acidente aconteceu no intervalo entre os cultos, se tivesse ocorrido minutos antes ou depois, seria de proporções ainda maiores;

- Como D´us não costuma fazer acepção de pessoas, eu e você,caro leitor, se a moda da “justiça divina” pegar, temos que nos preparar, ou mesmo ficar espertos, quem sabe guardar alguns animais em nossas casas, para um eventual sacrifício, pois Ele começará a castigar todos os pecadores, até aquela mentirinha não será mais tolerada; o troco errado do mercadinho, que não fora devolvido; a ofensa a mamãe do motorista que fechou você no transito. O cerco irá se fechar (nota para o riso do autor).

Chega de tomar seu precioso tempo, devemos acreditar no que entendemos ser devido, quem gostar de ser enganado, que continue sendo, entendo ser parte do livre arbítrio dado por “você sabe quem”.

Rodolfo T. Correa

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

A RESTAURAÇÃO DO INFERNO - Parte I

Agradecimentos ao amigo PAULO BRABO, seu site é uma de nossas indicações.


Isto aconteceu quando Jesus revelava sua doutrina aos homens
Por Paulo Brabo

Leon Tolstói

I

Isto aconteceu quando Jesus revelava sua doutrina aos homens.

Seu ensino era tão claro, tão fácil de seguir e salvava os homens do mal de forma tão evidente que parecia impossível que não fosse aceito, ou que algo impedisse a sua disseminação.

Belzebu, pai e soberano de todos os demônios, ficou apreensivo. Ele via claramente que seu poder sobre os homens terminaria para sempre, a não ser que Jesus renunciasse ao seu ensino. Ficou apreensivo mas não perdeu as esperanças, e incitou os escribas e fariseus, seus obedientes servos, a que insultassem e atormentassem Jesus o máximo que pudessem, e aconselhou os discípulos de Jesus a que fugissem e o abandonassem. Ele esperava que a condenação a uma execução vergonhosa, a humilhação e o abandono por parte de todos os seus discípulos, e finalmente o sofrimento e a condenação em si, levariam Cristo a renunciar ao seu ensino no último momento, e que essa renúncia destruísse todo o seu poder.

A questão foi decidida na cruz. Quando Cristo exclamou: “Meu Deus, Meu Deus, por que me desemparaste?”, Belzebu exultou. Tomou os grilhões que tinha preparado para Jesus e experimentou-os em suas próprias pernas, ajustando-as de modo a que não se soltassem quando colocadas em Jesus.

De repente, no entanto, ouviram-se da cruz as seguintes palavras:

– Pai, perdoe-os porque eles não sabem o que fazem.

Depois disso Cristo exclamou: “Está consumado!” e entregou o espírito.

"Belzebu compreendeu que tudo estava perdido."

Belzebu compreendeu que tudo estava perdido. Tentou libertar as pernas dos grilhões e fugir, mas não conseguiu sair do lugar. Os grilhões haviam se soldado a ele, e atavam seus próprios membros.

Tentou usar suas asas, mas não conseguiu estendê-las. E Belzebu viu como Cristo apareceu nos portões do inferno com uma auréola de luz, e como os pecadores, de Adão a Judas, saíram, e como os diabos fugiram, e como os próprios muros do inferno desabaram em silêncio em todas as quatro laterais. Incapaz de suportar mais disso, caiu pelo assoalho despedaçado, com um grito lancinante, para as regiões inferiores.

Fim da parte I