quinta-feira, 27 de março de 2014

PRECISANDO DE ALGUÉM?

Tem gente que parece viciada em relacionamentos, ou na ideia de estar acompanhada de alguém. 
Claro que não estou limitando essa conversa ao âmbito que envolve beijo, abraço, aperto de mão e mordidas na nuca, não! 

Mas porque estou falando mimimi´s acerca disso? (você deveria se perguntar)

Ora bolas, normalmente tentamos falar daquilo que vivenciamos, salvo àqueles escritores que estudam a fundo determinadas situações da vida ou algo tipo e possuem o talento de reproduzir em palavras suas profundas reflexões.


               (Só não sei porque utilizei a frase anterior no Presente do Indicativo...)


Não é muito o caso deste pobre diabo.
Fase de mudanças e morar sozinho depois de séculos acompanhado é uma coisa interessante, principalmente porque tudo agora se concentra em você.

Daria agora para cantar a música "Marvin" dos Titãs, que ilustraria bem a coisa, mas não estamos em um videokê ambulante, mas sim em um blog onde despejamos palavras as vezes sem muito nexo.


Você precisa de alguém? 


Precisar de alguém não te soaria um tipo de dependência? Uma necessidade que não pode deixar de ter, sob pena de não se aguentar plena em si mesma/mesmo (porque tem gente que não consegue discernir ou abstrair sexo).

Ainda que por vezes me pegue carecendo estar com alguém, note que não citei alguém em especial (até poderia limitar algum nome, mas é gente complicada demais para se pensar ou expressar alguma coisa).

Nós da geração Facebook, Twitter (não mexe com o Twitter ok?), Orkut, o finado MSN, somos meio que viciados em estarmos na companhia de alguém, deixando assim de corrermos o risco da louca aventura do auto conhecimento! Conseguimos a façanha de não calarmos as muitas vozes externas em detrimento de uma breve conversa consigo.

Isso é geral! Note ao seu redor! O clamor coletivo frenético de querer casar as pessoas, como se àqueles que optam ou decidem ficar no estagio do "de boas", fosse um assombro. O estranho é que jovens se apegam a essa forma de pensar, herdada de nossas tias e avós.

Não gostaria de parecer aqui estar defendendo um ou outro estilo de vida, seja o que vive com alguém, ou aquele que goste de viver sozinho. Minha única viagem nesse pequeno texto é para nos (sim, serve principalmente ou somente para mim) incentivar a sermos SATISFEITOS com a gente mesmo! 

Seja integral consigo mesmo, aprenda de você e consequentemente vai ter olhos muito mais apurados para conseguir olhar ao seu redor e quem sabe, se surpreender com algo/alguém interessante que possa vir a balançar e somar com o seu bom estilo de vida.

Pessoas saudáveis (enfase no psicologicamente falando) devem se encontrar e trocarem experiências, serem felizes, quem sabe...juntos.

beijos na alma de vocês.

Rodolfo - Versão Alfa do Paz & Amor 

Me segue (sem encher) no Twitter: @rozaocorrea 

4 comentários:

Lu Poulain disse...

Li, reli e li outra vez seu texto e, confesso!, te achei muito corajoso ao abordar o tema.

Vivemos em sociedade e há algo dentro de nós que grita pelo outro, por presenças e por vozes que não são nossas. Acho até saudável essa busca por companhia, desde que (!!!) ela não interfira nos seus valores, na sua auto imagem e - principalmente! - na sua forma de expôr-se.

Há pessoas que se colocam em vitrines para serem amadas, preferem 'mostrar-se' do que cultivar os bons relacionamentos para que eles floresçam, e é justamente essa atitude que considero prejudicial.

É claro que não consegui a companhia de todas as pessoas que considero interessantes, e já me apaixonei por quem nem queria saber de mim, mas... e daí? Todos nós passamos por isso, não é?!

Acho que o 'estar perto' tem que ser natural, não pedido, implorado; e, com as redes sociais, essa exposição ficou ainda mais fácil, e mais perigosa. Antes era necessário vários cafés para saber a cor preferida do outro, as músicas, o jeito de organizar a vida e combinar as roupas. Hoje está tudo online.

Acho que é necessário esse cultivar para que seja um 'estar perto' verdadeiro, integral.

Um abraço da Lu (que rabisca!)

:)

Anônimo disse...

Parabéns pela reflexão!

Acho que a falha não está no reconhecimento da necessidade que temos de ter pessoas ao nosso lado.

A doença está no "usar" as pessoas, manipular as pessoas, "coisificar" as pessoas. Egoísticamente. Seletivamente.

Precisar de alguém não é opção.
É tão natural quanto precisar do ar e da gravidade.

A sociedade moderna apresenta a falsa premissa de que é possível ser feliz sozinho e incentiva um estilo de vida onde o EU está dissociado do resto do mundo.

Esse egocentrismo cria a ilusão da não-dependência e encaminha as pessoas para o isolamento da "auto-suficiência".

Porém, lutar contra a natureza é algo complicado...

Como tudo que sobe, desce, assim também tudo o que é reprimido, volta com mais força, disfarçado em outros comportamentos/sintomas.

Talvez, a busca frenética por relacionamentos virtuais seja o resultado desse viver desconectado de relacionamentos significativos no mundo real.

Talvez, a busca desenfreada por companhia seja reflexo de um viver condicionado a adquirir coisas, que nos leva a procurar alguém que possa tapar o vazio que não queremos sentir - e fazemos isso "coisificando" o outro que passa a ter valor apenas por sua utilidade - não como indivíduo.

E se vai ser útil, precisamos ser seletivos, precisamos escolher bem... Palavras de ordem: conseguir, conquistar, adquirir, obter, buscar...

Mas a própria percepção desses fatos só é alcançada se houver o afastamento temporário do cenário para um mergulho na própria alma em busca de respostas.

Acredito que tenha sido esse o objetivo do texto, valorizar a busca interna, sem desconsiderar a necessidade do contato com o outro.

Com relação ao comentário anterior, gostaria de entender de que maneira é possível ter a companhia de alguém que não interfira nos seus valores, na sua auto-imagem e na sua forma de expôr-se?

Acho que, a não ser que se viva isoladamente, mantendo "amigos" virtuais, qualquer bom relacionamento vai afetar profundamente essas e outras áreas da vida.

Jéssica disse...

Precisar a gente sempre vai. Mas são mais felizes os que conseguem dizer "preciso de vc" do que aqueles que passam a vida toda dizendo "preciso de alguém"

António Jesus Batalha disse...

Seu blog é encantador, estive a ver e ler algumas coisas, não li muito, porque espero voltar mais algumas vezes,mas deu para ver a sua dedicação e sempre a prendemos ao ler blogs como o seu. Se me der a honra de visitar e ler algumas coisas no Peregrino e servo ficarei radiante, e se desejar deixe um comentário. Abraço fraterno.António.
António.