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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

“Cuidado boquinha com o que fala…”

 

 

 

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É de se relevar o título dessa publicação, pelo simples dele não ter sentido algum.

E posso parafrasear o início do livro de Jó, quando o Senhor pergunta a satanás por onde ele andava, o mesmo respondeu:

“…zanzando por aí, bixo”. (paráfrase do autor)

Hoje tive o (des)prazer de resolver percorrer os sites pertencentes a líderes religiosos neo-pentecostais deste país. Pessoas com os mais diversos títulos reais, presenteados e aclamados aqui na terra e no céu (diga Ahhhh!!).

Se sou o prezado leitor, me prestaria a pensar (não dizer): – Grande merda Rodolfo/ que bençam!!! (#celsofeelingssdds).

Penso sofrer/gozar de um certo masoquismo quanto a essas questões, isso me persegue a um bom tempo, tendo sido amenizado nesses últimos tempos de libertação ou desintoxicação religiosa.

O que tem tudo isso?

Nesse passeio, observei bem as fotos postadas, das “grandes” programações regadas a curas e libertações. Caretas de choro, pulos, gente ajoealhada, pulando, rindo, boca aberta, gritando……só que na maioria das vezes prestando homenagens (que deixariam Ramsés III com inveja) a seus “representantes oficiais e legítimos de deus”.

Inaugurações de templos suntuosos, a coisa mais linda e alva (MESMO BRADANDO QUE SÃO A ÚLTIMA GERAÇÃO). Aproveitando-se o ensejo para assentar sobre o “alto e súblime” trono que fica no fundo do palco (carinhosamente apelidado de altar) os representantes legítimos de deus (sabe, aqueles APOSTOLOS, BISPOS e etc).

Sem mais delongas, refleti e blasfemei contra a minha pessoa, da seguinte maneira:

“ Se isso é a cara atual do céu, os rostos piedosos, a limpeza; os ternos (bregas) bem alinhados (nem todos); as abotoaduras de Ouro Puro com formas religiosas e iniciais gravadas; os carros importados; os brados (berros); essa confissão positiva disfarçada de FÉ; desejos de sucesso; ódio contra o inimigo; essa PRO$PERIDADE; esse presépio de gente, sendo colocados aonde seus donos desejam. EU O RENEGO…”

Para quem tem um mínimo de razoabilidade ao pensar, fica claro que essa moda atual da religiosidade brasileira, em especial evangélica/gospel/neo-penteca não está certa. Não digo que qualquer outra esteja, não cabe a mim decidir isso.

…só posso fazê-lo quando se trata da minha individualidade.

E eu decido não mais ajuntar-me a isso. Sob pena de condenação instantânea por parte de……ah, sei lá quem pode me condenar. Mas como isso é mental mesmo, não me afeta.

NÃO mais concordarei com essa venda do Sagrado. NÃO direi “amém” para profeta charlatão. NÃO permitirei que se façam circo de horrores com pessoas conhecidas, disfarçando isso de revelações. NÃO alimentarei a indústria do crime (essa foi tirada das propagandas de pirataria, mas é quase a mesma coisa). NÃO me incluo mais no presépio. NÃO posso mais ratificar maldades realizadas em grupo.

Fui jovem, já estou chegando a 1/3 de século existindo. Passou da hora da minha voz prevalecer dentro da minha cabeça.

Prefiro ser contado e encontrado entre os “transgressores”, esse tal de “céu” na terra está muito cheio. Penso que já algum exemplo assim na história. MAS DEVO ESTAR ENGANADO…

“O aprisco está com muito COCÔ de ovelha acumulado, tanto que elas nem sentem aonde estão. Isso ajuda na proliferação de doenças e infecções.”

Problema de D´us…

Acho que nem Jesus aguenta o cheiro.

Um abraço, e bom final de ano  (se eu não arrumar algo para escrever antes).

R.T.C.1

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

10 coisas que eu odeio em você, Igreja...

Li essa semana uma slogan bastante interessante que revela o quanto a igreja esta em baixa nos últimos tempos: ODEIO A IGREJA, NÃO JESUS!

A lista abaixo relacionada é direcionada à igreja institucional, à igreja-empresarial, ao clube de entretenimento, assim falsificada e vendida ao poder temporal. Não me refiro absolutamente à igreja verdadeira, ao remanescente fiel que muitas vezes está contido nessa igreja caricata dos nossos dias.
Compartilho aqui o sentimento de inconformação de Davi quando disse a Deus: Não aborreço eu, Senhor, os que te aborrecem? E não abomino os que se levantam contra Ti? Aborreço-os com ódio consumado, para mim são inimigos de fato.

O que eu odeio em ti, igreja dos nossos tempos?


1. A TUA PRETENSÃO OSTENSIVA de tu te veres superior a tudo e a todos, e com esse orgulho besta, deixas de ser reconhecida como voz de Deus e agência do Reino no mundo. Ao contrário, deverias te afastar pra bem longe dessa vaidade luciferiana e cair em si, voltando a servir humildemente ao mundo ao qual foste enviada.

2. QUANDO INFLEXÍVEL, IMPÕES O DETESTÁVEL LEGALISMO COMO FORMA DE CAMINHADA CRISTÃ com regras insuportáveis que mantém teus membros eternamente cativos a infantilidade na fé, ao invés de conduzi-los à maturidade cristã que alcança a essencial liberdade consciente e anda maduramente nas pegadas de Jesus de Nazaré.

3. A TUA CEGUEIRA REDUCIONISTA que não discerne claramente o Reino além de tuas limitadas fronteiras, expandindo a visão para ver e aceitar outras formas de expressão, de serviço cristão, de culto e de obras que também glorificam a Deus e contribuem para a expansão do Reino na terra.

4. A TUA FORMA DE JULGAR SUMARIAMENTE as pessoas, se são merecedoras do céu ou do inferno, como se coubesse a ti essa prerrogativa divina de seleção. Deveria tu saber que essa é uma ação exclusiva de Deus.

5. A TUA DISCIPLINA CORRETIVA que sempre exclui e joga fora todo aquele que desgraçadamente tropeça por algum motivo, levando invariavelmente o “disciplinado” ao abandono, e ferido, a morrer a míngua.

6. A TUA FORMA ANTIBÍBLICA DE EVANGELIZAR, definindo prazo de mudança para as pessoas ”aceitarem Jesus”, exigindo uma conversão urgente e superficial baseada na adequação compulsória às regras de teus usos e costumes, e não na radical soberana transformação do Espírito Santo, de dentro para fora, e no livre tempo de Deus.

7. A TUA VISÃO MISSIONÁRIA/ EVANGELÍSTICA DISTORCIDA que em nome do “ide” retira as pessoas de suas áreas de convivência na sociedade onde exerciam posições estratégicas para alcançar seus semelhantes, para mantê-los circunscritos à área do templo, transformando-os em pessoas inativas ou em obreiros alienados que desconhecem o que se passa no mundo que os rodeiam.

8. O TEU ABUSO DE PODER arrastando milhares de PESSOAS SINCERAS, frágeis, crédulas, simplórias, despreparadas e desavisadas à exaustão, ao esgotamento, ao sofrimento, à decepção, e a se sentirem absolutamente usurpadas física, emocional, material e espiritualmente. Essas pobres vítimas do teu poder abusivo se tornam amargas e refratárias para o Evangelho para sempre, fechadas para qualquer possibilidade de pensarem em Deus ou em coisas relacionadas a ti.

9. A FORMA IMORAL COM QUE TEUS LÍDERES LIDAM COM AS FINANÇAS, manipulando o dinheiro que entra em teus cofres de forma irresponsável, desonesta, revelando que são subjugados pelo deus Mamon. Reproduzes pastores que amam posição, poder, e o dinheiro, tornando-os cheios de avareza e de ganância. ISSO TEM CAUSADO GRANDES ESCÂNDALOS E DANOS IRREVERSÍVEIS PARA O EVANGELHO, E TU ÉS DIRETAMENTE RESPONSÁVEL POR ISSO!

10. E por último, odeio quando MENTES, ASSEVARANDO QUE FORA DE TI, AS PESSOAS NÃO PODEM SOBREVIVER. Saiba que existem milhões de pessoas que nunca adentraram em teus átrios e mesmo assim oram, têm temor, discernimento, maturidade, ética, moral e dignidade, muitas vezes, mais apurados que teus pobres membros pretensiosos.

Sobretudo, há uma forma difícil, dolorida, mas possível, que pode mudar radicalmente esse quadro sombrio: TENS QUE PASSAR PELO PORTAL DO ARREPENDIMENTO. Como diria Jesus, Lembra-te de onde caíste e arrepende-te...

A seguir, 10 coisas que amo em você, Igreja.

Manoel, no blog, Manoel dC

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A Igreja que não existe mais...

Reflexão simples e lúcida do Ariovaldo Ramos, recomendo aos amigos.
Desviei do Pava, básico...



“Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos.” At 2. 43-47

Na época do surgimento da Igreja do Novo Testamento, a palavra igreja significava, apenas, uma reunião qualquer de um grupo organizado ou não. Assim, o texto nos revela que havia um grupo organizado em torno de sua fé (Todos os que criam estavam unidos) – todos acreditavam em Cristo.

Segundo o texto, os participantes do grupo do Cristo não tinham propriedade pessoal, tudo era de todos (tinham tudo em comum)– os membros desse grupo vendiam suas propriedades e bens e repartiam por todos – e isso era administrado a partir da necessidade de cada um; e se reuniam todos os dias no templo; e pensavam todos do mesmo jeito, primando pelo mesmo padrão de vida (unânimes); e comiam juntos todos os dias, repartidos em casas, que, agora, eram de todos, uma vez que não havia mais propriedade particular; e eram alegres e de coração simples; e viviam a louvar a Deus; e todo o povo gostava deles, e o grupo crescia diariamente. Diariamente, portanto, havia gente acreditando em Cristo, se unindo ao grupo, abrindo mão de suas propriedades e bens e colocando tudo a disposição de todos.

Essa Igreja era a Comunhão dos santos – chamados e trazidos para fora do império das trevas, para servirem ao Criador, no Reino da Luz.

Essa Igreja não precisava orar por necessidades materiais e sociais, bastava contar para os irmãos, que a comunidade resolvia a necessidade deles.

Deus havia respondido, a priori, todas as orações por necessidades materiais e sociais, fazendo surgir uma comunidade solidária.

O pedido: “O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. (MT 6.9) ” estava respondido, e diariamente.

Então, para haver o “pão nosso” não pode haver o pão, o bem ou a propriedade minha, todos os bens e propriedades têm de ser de todos.

Mais tarde, eles elegeram um grupo de pessoas, chamadas de diáconos – garçons, para cuidar disso (At 6.3). Então, diante de qualquer necessidade, bastava procurar os garçons, que a comunidade cuidava de tudo. Era o princípio do direito: se alguém tinha uma necessidade, a comunidade tinha um dever.

Essa Igreja não existe mais! Leia +.

Ariovaldo Ramos

http://www.pavablog.blogspot.com

http://logoarinoblog.blogspot.com